A exaustão invisível por trás da ansiedade de alta performance

Existe um tipo de cansaço que quase ninguém percebe.

A pessoa continua funcionando, trabalhando, resolvendo problemas, ajudando os outros, cumprindo responsabilidades e aparentando estar bem. Quem olha de fora costuma admirar sua força, disciplina e produtividade.

Mas, por dentro, existe uma exaustão silenciosa crescendo aos poucos.

Vivemos em uma sociedade que aprendeu a valorizar pessoas que fazem muito, produzem muito e nunca param. Descansar virou sinônimo de preguiça para muita gente.

O problema é que nem toda produtividade nasce de equilíbrio emocional.

Em muitos casos, o excesso de produtividade pode ser uma resposta do cérebro ao medo.

Medo de fracassar;

Medo de decepcionar;

Medo de não ser suficiente;

Medo de perder o controle da própria vida.

Isso acontece no trabalho, nos relacionamentos, na rotina, na forma como a pessoa tenta agradar todo mundo, resolve tudo sozinha e sente culpa quando desacelera.

O corpo entra em estado constante de alerta.

Do ponto de vista neurobiológico, existe uma estrutura cerebral chamada amígdala, responsável por identificar ameaças e ativar mecanismos de sobrevivência. Quando alguém vive sob pressão emocional constante, essa região pode permanecer hiperativada, como se o cérebro estivesse o tempo todo tentando evitar algum perigo.

Mesmo que esse perigo não seja físico.

O cérebro reage a cobranças emocionais, inseguranças e ansiedade de forma muito parecida com uma ameaça real. E, diante disso, o organismo libera cortisol, conhecido como hormônio do estresse.

O cortisol tem uma função importante. Em situações pontuais, ele aumenta foco, energia e capacidade de reação. Por isso, muitas pessoas entram em um modo de hiperprodutividade sem perceber que estão funcionando movidas por tensão emocional.

O problema começa quando esse estado deixa de ser passageiro e se transforma em rotina.

O excesso de cortisol ao longo do tempo desgasta o organismo de maneira profunda. O corpo começa a emitir sinais: cansaço constante, irritabilidade, dificuldade para relaxar, insônia, ansiedade elevada, dores físicas, sensação de vazio e até perda da capacidade de sentir prazer nas próprias conquistas.

E existe algo ainda mais delicado nesse processo: muitas pessoas continuam funcionando mesmo adoecidas.

Seguem cumprindo tarefas, sorrindo, aparentando controle, e o pior, seguem dizendo que está tudo bem, mas emocionalmente estão sobrevivendo e não vivendo.

A alta performance baseada em medo costuma ser silenciosa., às vezes, o corpo só está tentando acompanhar uma mente que nunca aprendeu a descansar sem culpa.

#pensenisso

Rogério M Abbud

Olá! Sou Rogério M Abbud, mais conhecido como Roger.

Minha paixão pela saúde mental e bem-estar me levou a atuar como psicólogo comportamental, hipnoterapeuta, neuropsicólogo e acupunturista.

Combinando essas áreas, ajudo meus pacientes a superar os seus desafios, transformar a sua mente e alcançar uma vida mais equilibrada e plena.

Agendar atendimento