Você já percebeu que, às vezes, a sua ansiedade parece grande demais para o que está acontecendo agora?
Situações simples — um silêncio que se prolonga, uma mudança sutil no tom de voz, uma mensagem que não chega, uma ausência momentânea — e, de repente, o seu corpo reage como se estivesse diante de um grande perigo.
Coração acelera.
Pensamentos disparam.
O peito aperta.
Esse é um dos sinais mais importantes de que a sua ansiedade não está reagindo ao presente.
O corpo em estado de alerta constante
Outro sinal comum é a sensação permanente de vigilância.
Mesmo quando tudo parece estar bem, você não consegue relaxar por completo.
É como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer.
Como se baixar a guarda fosse perigoso.
Esse estado de alerta não é exagero.
É aprendizado.
Seu corpo aprendeu, em algum momento da vida, que precisava estar atento o tempo todo para se proteger emocionalmente.
A necessidade de controlar tudo
Quando a ansiedade não é sobre o agora, surge também a tentativa de controle.
Você tenta prever cenários.
Evitar conflitos.
Agradar pessoas.
Se explicar demais.
Não porque quer controlar o mundo,
mas porque o imprevisível ativa um medo antigo — um medo que nem sempre é consciente.
Controlar vira uma forma de sobrevivência.
A culpa que vem sem explicação
Outro companheiro frequente da ansiedade é a culpa.
Você sente que fez algo errado, mesmo sem saber exatamente o quê.
Assume responsabilidades que não são suas.
Carrega pesos que nunca deveriam ter sido colocados nas suas mãos.
E tudo isso acontece de forma automática.
O que a psicologia entende sobre isso
Na psicologia, compreendemos que esses padrões surgem quando, lá atrás, o corpo aprendeu que precisava se adaptar para não sofrer.
A ansiedade não é fraqueza.
Não é drama.
Não é exagero.
Ela é uma estratégia antiga de proteção emocional.
Ela não está reagindo ao agora.
Ela está tentando impedir que uma dor antiga se repita.
Quando a relação com a ansiedade muda
Quando você entende isso, algo importante acontece.
A ansiedade deixa de ser um inimigo a ser combatido
e passa a ser um sinal a ser escutado.
Um sinal de que existe uma história pedindo cuidado.
Uma parte sua que precisa ser acolhida — não silenciada.
E é a partir desse entendimento que o processo terapêutico começa a fazer sentido de verdade.
Você não precisa continuar carregando esse estado de alerta sozinho.
Clique no botão do WhatsApp — essa pode ser a virada que você estava esperando.

