Quando a ansiedade não é sobre o presente

Você já percebeu que, às vezes, a sua ansiedade parece grande demais para o que está acontecendo agora?

Situações simples — um silêncio que se prolonga, uma mudança sutil no tom de voz, uma mensagem que não chega, uma ausência momentânea — e, de repente, o seu corpo reage como se estivesse diante de um grande perigo.

Coração acelera.
Pensamentos disparam.
O peito aperta.

Esse é um dos sinais mais importantes de que a sua ansiedade não está reagindo ao presente.

O corpo em estado de alerta constante

Outro sinal comum é a sensação permanente de vigilância.
Mesmo quando tudo parece estar bem, você não consegue relaxar por completo.

É como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer.
Como se baixar a guarda fosse perigoso.

Esse estado de alerta não é exagero.
É aprendizado.

Seu corpo aprendeu, em algum momento da vida, que precisava estar atento o tempo todo para se proteger emocionalmente.

A necessidade de controlar tudo

Quando a ansiedade não é sobre o agora, surge também a tentativa de controle.

Você tenta prever cenários.
Evitar conflitos.
Agradar pessoas.
Se explicar demais.

Não porque quer controlar o mundo,
mas porque o imprevisível ativa um medo antigo — um medo que nem sempre é consciente.

Controlar vira uma forma de sobrevivência.

A culpa que vem sem explicação

Outro companheiro frequente da ansiedade é a culpa.

Você sente que fez algo errado, mesmo sem saber exatamente o quê.
Assume responsabilidades que não são suas.
Carrega pesos que nunca deveriam ter sido colocados nas suas mãos.

E tudo isso acontece de forma automática.

O que a psicologia entende sobre isso

Na psicologia, compreendemos que esses padrões surgem quando, lá atrás, o corpo aprendeu que precisava se adaptar para não sofrer.

A ansiedade não é fraqueza.
Não é drama.
Não é exagero.

Ela é uma estratégia antiga de proteção emocional.

Ela não está reagindo ao agora.
Ela está tentando impedir que uma dor antiga se repita.

Quando a relação com a ansiedade muda

Quando você entende isso, algo importante acontece.

A ansiedade deixa de ser um inimigo a ser combatido
e passa a ser um sinal a ser escutado.

Um sinal de que existe uma história pedindo cuidado.
Uma parte sua que precisa ser acolhida — não silenciada.

E é a partir desse entendimento que o processo terapêutico começa a fazer sentido de verdade.

Você não precisa continuar carregando esse estado de alerta sozinho.
Clique no botão do WhatsApp — essa pode ser a virada que você estava esperando.

Rogério M Abbud

Olá! Sou Rogério M Abbud, mais conhecido como Roger.

Minha paixão pela saúde mental e bem-estar me levou a atuar como psicólogo comportamental, hipnoterapeuta, neuropsicólogo e acupunturista.

Combinando essas áreas, ajudo meus pacientes a superar os seus desafios, transformar a sua mente e alcançar uma vida mais equilibrada e plena.

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